Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo revelou um episódio que chamou atenção no cenário político do Amazonas durante o período eleitoral. De acordo com a matéria, a Polícia Federal apreendeu aproximadamente R$ 250 mil em dinheiro com o candidato a deputado estadual Rodrigo Costa (PP), no aeroporto de Tefé, localizado a cerca de 520 km de Manaus. O caso gerou repercussão por envolver figuras políticas e suspeitas relacionadas a possíveis crimes eleitorais.
No momento da abordagem, Rodrigo Costa estava acompanhado do então prefeito de Coari, Adail Pinheiro, e do vereador de Manaus Ari Moutinho, ambos considerados aliados do então governador Eduardo Braga. Segundo as informações, o dinheiro estava distribuído em notas de R$ 50 e escondido entre roupas dentro de duas malas, o que levantou suspeitas das autoridades federais sobre a finalidade do montante.
O delegado responsável pelas investigações, Wesley Aguiar, afirmou que, apesar da quantia significativa, não havia provas concretas que configurassem compra de votos naquele momento, apenas indícios. Já o promotor eleitoral George Pestana informou que os três envolvidos foram abordados após desembarcarem de um voo comercial vindo de Coari e conduzidos para prestar depoimento, sendo liberados após os procedimentos iniciais.
Em sua defesa, Ari Moutinho e Adail Pinheiro negaram qualquer envolvimento com irregularidades. Rodrigo Costa, por sua vez, assumiu ser o proprietário do dinheiro, alegando que os recursos tinham origem declarada e seriam destinados ao pagamento de cabos eleitorais de sua campanha. O caso ilustra a tensão e a vigilância em torno do processo eleitoral, especialmente em regiões onde denúncias de irregularidades costumam ganhar destaque, reforçando a importância da fiscalização por parte das autoridades competentes.












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